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Como escolher a melhor abordagem para tratamento psicológico

13/03/2019

Qual teoria é melhor para tratar transtorno do pânico? Qual o melhor psicólogo para depressão? Devo procurar um psicanalista ou um Terapeuta Cognitivo-Comportamental? Como saber o que é mais indicado para o meu problema? Essas perguntas são comuns e frequentes, pois dizem de um desejo de avaliar e comparar as psicoterapias. Esse desejo é natural e compreensível da parte de quem demanda e necessita arcar com os custos de um tratamento psicológico. Christian Dunker, psicanalista e professor Livre Docente do Instituto de Psicologia da USP, num texto publicado na revista Mente e Cérebro em junho de 2016, nos ajuda a responder a esses anseios:

‘Ao que tudo indica, o “princípio ativo” responsável pela eficácia [das psicoterapias] nem sempre corresponde à teoria que o terapeuta adota. Uma combinação de parâmetros de sucesso das 15 formas de terapia mais conhecidas constatou por volta de 60% de eficiência – percentual considerado altíssimo quando se o compara com outros tratamentos em geral. Contudo, fatores como a abordagem psicoterápica, o tempo de formação específica, a experiência clínica, a idade e até o gênero do terapeuta, assim como grupo diagnóstico do paciente, curiosamente não são preditivos para melhores resultados clínicos. O ponto-chave da potência de cura parece ser “aquele terapeuta”, “aquele paciente” e “aquela relação”.’

Não raro, também, nos deparamos com profissionais dizendo que a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é melhor para X, que EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares) é a melhor para Y, que hipnose é melhor para Z, ou mesmo psicanalistas dizendo ser a psicanálise o único método que produz mudanças na subjetividade e por isso proporciona os resultados duradouros, e assim por diante. Penso que tudo isso não passa de reserva de mercado. Uma tentativa de autopromoção a custas de difamação, muitas vezes caluniosa, da abordagem de um possível “concorrente”.

É parte da condição humana termos a sensibilidade em saber se podemos ou não confiar em uma pessoa, e por conseguinte, num profissional. Por mais que não saibamos explicar o porquê, sentimos que em determinada pessoa podemos confiar e naquela outra não. A confiança nem sempre está relacionada com o tempo de formação e experiência do profissional, mas diz de um vínculo que se estabelece com aquele profissional específico, e é isso que importa. O vínculo de confiança, assim como toda relação, guarda em si a propriedade da inconstância, ou da mutabilidade constante. Por ser um elemento constitutivo da relação, está o tempo todo se construindo e se reconstruindo, dia a dia, a cada encontro, a cada momento. Um terapeuta que antes transmitia confiança e capacidade para lidar com os problemas trazidos pode, hoje, não mais transmiti-la. Assim sendo, uma conversa a esse respeito deve ocorrer ente o profissional e seu cliente, independente de que lado ela parta. Tal movimento pode ser decisivo para a continuidade e a eficiência do processo psicoterápico. Caso permaneça a sensação de que não é possível confiar que seu terapeuta possa ajudá-lo mesmo depois de conversarem sobre esse sentimento, aí sim é momento de procurar outro profissional que transmita a confiança necessária.

Mas como procurar um psicólogo? Como fazer quando não conheço ninguém, e não conheço ninguém que conheça? Temos algumas dicas que podem ajudar: veja se é possível encontrar algo a respeito de como esse profissional trabalha, se há textos ou algum outro material onde é possível apreender se há consistência em sua prática e pensamento clínico; tente encontrar algum tipo de referência, se há pessoas indicando ou falando sobre o profissional em algum lugar; preste atenção à sua formação e qualificação, a instituição de onde o profissional vem diz da formação que ele obteve além de informar o quanto esse profissional investe no aprimoramento de si. Após essa breve busca, entre em contato e agende uma entrevista. Somente o contato direto poderá informar a você se aquele é um profissional que transmite confiança ou não para o trabalho a ser desenvolvido.

A primeira entrevista é um contato importante para os dois lados: para o terapeuta é a ocasião de entender o que se passa com o seu cliente e traçar um plano de trabalho, e para o cliente, é oportunidade de “sacar” se esse é “o psicólogo”, ou “a psicóloga”, que se busca. Recomenda-se que se procure até esse sentimento “rolar” na relação, passando por quantas entrevistas for preciso. Desta feita, um bom trabalho já pode ser iniciado.

Até o próximo texto!

 


ronaldo coelho psicologo em sp

Ronaldo Coelho Psicólogo

Atendimento particular a adolescentes, adultos e idosos.
Graduado em Psicologia (USP) e Mestre em Psicologia Institucional (USP).
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Ronaldo Lopes Coelho - Doctoralia.com.br

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